O que fazer
O que há para fazer em Xangai à noite?
Uma noite aqui pode ser várias coisas: a orla iluminada, um espetáculo, o jantar como programa principal, um terraço ou um bar, uma caminhada pelas ruas antigas, uma rua de comércio noturno ou um barco pelo rio. O que pede atenção é o relógio: aqui se janta mais cedo do que a maioria dos visitantes espera e o último metrô sai mais cedo do que a maioria imagina, então confira o trem de que você realmente precisa e defina como vai voltar.
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Uma noite em Xangai não é uma noite só, mas várias: as luzes, um espetáculo, o jantar, um terraço, uma caminhada, uma rua de comércio, um barco. E todas elas começam mais cedo do que a maioria dos visitantes está acostumada.
A orla e as luzes
A orla dos dois lados do rio é a opção mais simples: o calçadão é gratuito e não fecha, e as luzes do outro lado vão acendendo uma após outra depois que escurece. A hora que segue o pôr do sol é a mais cheia do dia, porque é essa a imagem pela qual a maioria das pessoas veio, e a plataforma de observação e o trecho bem em frente a Lujiazui são os mais difíceis de percorrer; caminhe algumas centenas de metros na direção da Ponte Waibaidu ou da Yan’an East Road e a multidão se dispersa. O lado de Pudong é de onde se olha de volta para os prédios antigos do Bund, e costuma ter menos gente. Os barcos de passeio noturno fazem o trajeto de ida e volta em horários fixos e precisam ser reservados com antecedência.
Espetáculos, jantar, terraços e bares
Um espetáculo toma a noite inteira, não noventa minutos: é preciso reservar tempo para entrar, e muitas vezes o público sai perto do último metrô. Grandes números de acrobacia e os espetáculos residentes de multimídia quase não têm diálogo e são a menor barreira de idioma; a ópera tradicional é a forma mais local e a que mais exige paciência; salas de concerto, pequenas casas de jazz e jantar com espetáculo trazem cada um o seu compromisso; veja o guia de espetáculos.
O jantar em si pode ser o programa da noite, mas o horário pede atenção: aqui se come mais cedo do que a maioria dos visitantes está acostumada, os restaurantes populares também têm pico mais cedo, e muitas cozinhas deixam de aceitar pedidos bem antes do que na Europa do Sul. Os terraços e os bares à beira do rio vendem a vista e o ambiente a preços bem acima de um bar comum e costumam ficar abertos até mais tarde do que os restaurantes, mas não a noite inteira.
Caminhar, ruas de comércio e o relógio
A opção que não custa nada é caminhar: as ruas de plátanos da antiga Concessão Francesa, ou as casas velhas e os cursos d’água do centro histórico. À noite esses lugares ficam silenciosos e as lojas fecham, e o detalhe que vale a pena de dia fica invisível nessa hora. As ruas de comércio noturno são outro caso: os shoppings ficam abertos até mais tarde, bons para comprar coisas e comer petiscos, mas não espere encontrar a Xangai antiga. Todas essas opções terminam mais cedo do que a fama sugere, e mudam com a estação.
A volta e três noites prontas
O que mais se esquece é a volta. O último trem do metrô é mais cedo do que a maioria das pessoas imagina e em geral parte do terminal de cada linha antes da meia-noite; depois disso a rede praticamente para, e restam apenas táxis, carros por aplicativo e ônibus noturnos de horário escasso. O horário do último trem é definido por linha, sentido e estação, então procure o seu na tabela da estação ou num aplicativo de mapas, em vez de decorar um número. A orla, quando as luzes estão no auge, é justamente onde é mais difícil chamar um carro: os pontos de embarque se concentram e a espera é longa; na saída de um grande teatro vale o mesmo, e andar um ou dois quarteirões antes de chamar agiliza muito.
Três planos. Primeira visita: suba ao dique antes do pôr do sol para ver os prédios antigos, espere as luzes do outro lado acenderem, aceite a multidão e depois volte ao centro para jantar. Se quer sossego: jante na antiga Concessão Francesa, caminhe um trecho de rua e esteja de volta ao metrô antes do último trem. Se quer a noite cheia: jante primeiro, veja um espetáculo residente sem diálogo e chame um carro na saída.
O que não vale a pena: dividir uma noite em cinco ou seis paradas; ficar na orla até o metrô parar e só então improvisar; ir a uma rua de comércio noturno atrás de atmosfera da Xangai antiga; comprar ingresso de um espetáculo que termina tarde sem antes confirmar o último trem.